não testemunhado #1
Estou a comer os cereais, irritado por não terem açucar, e penso:
"A árvore caíu e ninguém viu. Fez barulho? Ouvimos o que não testemunhamos?"
Que reflexão limitada. Coisa básica. Fazias melhor se saísses já e descesses as escadas a correr...
Mas depois, estou na aula e não consigo largar a dúvida.
Ouve bem:
O filme a ser projectado para o vazio. O guião é respeitado?
O velho que morreu sozinho na cama. Sofreu?
Finalmente consegui, só que eles não viram. Conta?
O velório da minha morte cheio. Estou feliz por ter tanta gente?
A vida dele eram aquelas moedas e o acordeão.
Ele ri-se comovido, agora que largou tudo. Chora, até. Mas o que foi?
"A árvore caíu e ninguém viu. Fez barulho? Ouvimos o que não testemunhamos?"
Que reflexão limitada. Coisa básica. Fazias melhor se saísses já e descesses as escadas a correr...
Mas depois, estou na aula e não consigo largar a dúvida.
Ouve bem:
O filme a ser projectado para o vazio. O guião é respeitado?
O velho que morreu sozinho na cama. Sofreu?
Finalmente consegui, só que eles não viram. Conta?
O velório da minha morte cheio. Estou feliz por ter tanta gente?
A vida dele eram aquelas moedas e o acordeão.
Ele ri-se comovido, agora que largou tudo. Chora, até. Mas o que foi?

Madrid, Janeiro 2007
É então que escrevo a fórmula do ROE, onde Net Income se divide por Total Equity.

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