terça-feira, junho 02, 2009
terça-feira, abril 08, 2008
Enquanto estive desaparecido...
* à lamechice também...
domingo, março 16, 2008
Apareço noivo
16 Março 2008, LA
sábado, novembro 03, 2007
não testemunhado #3
Ingmar Bergman - Saraband sobre o interesse do que não é visto.
Pode ser que ele tivesse razão...
terça-feira, setembro 25, 2007
A arte do desaparecimento #2
quinta-feira, maio 24, 2007
A arte do desaparecimento

Erik Satie
terça-feira, maio 22, 2007
Às vezes, quando finalmente ganhamos coragem, é já tarde demais *
* a propósito de um convite recente para ir a... Veneza, por exemplo
sexta-feira, maio 04, 2007
Gestos
– Olha que ela a mim nunca mo escondeu. Queres outro palmier? – timidamente, o meu avô alcançava outro palmier – ela dizia-me e eu acreditava.
– Não obrigado, come tu – respondi-lhe, alertando depois – não tenho a certeza se ela te dizia tudo. – a tarde passava lenta e o calor esforçava-nos sobre a limonada mais depressa que gostaríamos. O cão, preguiçoso, dividia-se entre adormecer e pedir mais festas.
E o meu avô: – A gente não tinha segredos. Lembras-te dos teus primos? Ela sempre os detestou – um aroma familiar chegava lentamente da cozinha, insinuando memórias distantes – hmmm ora aí estão os pudins… lembras-te que bem ela os fazia?
– Sim! Mas nunca os comi com o mesmo gosto do meu pai.
– Ahhh… ele comia-os aos pares. Três de uma vez!
À medida que a tarde passava, rotineira – sempre e outra vez Quinta-feira –, pensei em como o tempo é violento, em como eventualmente nos apaga, a nós e a tudo o que gostamos. O tempo, irreversível, apagando tudo excepto as marcas.
E o meu avô: – E o nosso Benfica, lá vai, né?
Neto Pedro e avô Álvaro, conversando por gestos e expressões, sobre Gracinda, a avó querida.

quinta-feira, maio 03, 2007
"Não é bem assim... até tenho dormido pouco" | Madrid, 8h10
Contas simples alertam-me para a conclusão assutadora - e ao meu amigo na Alemanha isto sempre lhe fez confusão - de que dormimos quase um quarto da nossa vida. 15 anos? 20 anos? ppfff, o desperdício!!
Precisava de me lembrar disto quando acordo. Infelizmente a memória é selectiva e viro-me sempre para o outro lado, meio derrotado, meio displicente. Com todas aquelas meias-horas já tinha acabado o mba...
quarta-feira, maio 02, 2007
sábado, abril 28, 2007
Ler o título e depois sentir
Fico sempre perplexo quando paro para pensar nisto, o que é, temo confessar, raro: a leveza com que leio cada título sobre novo um atentado.
Iraque. Palestina. Israel. Indonésia. Argélia. 55 mortos. Centenas de feridos graves. Crianças. Idosos. A indiferença. Como túneis a serem inaugurados. Ataques suicidas. O caso da Independente. Milhares de desaparecidos, como eu, como tu, perante o meu desinteresse.
Sofrimento, depois sangue, e depois nada. "Mais um".

“Alguém (onde foi?) dizia precisamente isto: quando explode uma bomba as pessoas antes de morrerem desaparecem.”
Gonçalo M. Tavares, “água, cão, cavalo, cabeça” pág. 46, Editora Caminho
segunda-feira, abril 23, 2007
Desempenho
Nunca tinha feito nada para além do não sentimento e agora teria que procurar um novo emprego. As coisas estavam difíceis para encontrar um trabalho decente... Todos queriam alguém que sentisse verdadeiramente.
Ligeiramente apreensivo pelo futuro, conseguiu manter a postura profissional - no escritório, não sentir nada. Caminhou devagar até à sua secretária, guardou a fotografia da mãe, Cármen Bustamante, e foi-se embora num impecável vazio de pensamentos e sensações. Um aprumo.
Tinha sido um erro ter-lhe respondido «na verdade, chefe, foi a primeira vez que me senti assim…»
sábado, abril 21, 2007
Mistura
E gosto de te ver como nunca.
Não gosto de promessas, mas sinto a predisposição para uma maior presença. Mais disponível.
Para te dizer a verdade, a um mês de distância dos próximos exames, sinto-me assim como uma mistura de Mary Poppins – sempre alegre, meio suja, mas sobretudo capaz de voar sobre os prédios de Madrid – e um iogurte natural, daqueles açucarados. Natural e doce.

E penso também que, para além, talvez, de uma queda enquanto descemos as escadas a correr, não haverá nada mais desconsolante – e no entanto gracioso – que o comentário anónimo.
quarta-feira, março 14, 2007
Ernesto Trevino
domingo, março 11, 2007
Gritar

E este post até nem era sobre futebol...
terça-feira, março 06, 2007
O meu beijo
segunda-feira, março 05, 2007
Enquanto recuperava a postura...
...dei de caras com Kiarostami a tentar fazer o mesmo
"Five (dedicated to Ozu)" Abbas KIAROSTAMI
quinta-feira, março 01, 2007
A rua dele (ou Praga, de novo)
¡Buenos dias! ¿Lo de siempre, niño? ¡Oh no! ¿Praga, otra vez?
- mmm
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Obstinação
Experimentei diversas vezes o medo e a desconfiança nas vítimas de singular assalto.
O gozo infantil de roubar. Com cócegas e tudo.
Decidi, um ano depois, exercitar esta habilidade.
Não haverá ninguém mais fácil de roubar que eu próprio. Ligeiro.
Que boa surpresa foi descobrir como é difícil.
Oh, a obstinação que é necessária para me roubar a alma!!
Felizmente consegui.
De forma que agora, e durante seis curtos (mas ponderados) dias, vou andar por Madrid desalmado.
Estou esperançado em conseguir entender melhor seis coisas. Pelo menos o arroz já está a sair melhor.
domingo, fevereiro 18, 2007
E agora, enquanto pergunto o que ando eu a fazer com os meus dias, digo-te que o único medo que tenho da morte é de vê-la chegar sem ter vivido tudo. Tu não viveste tudo. Tu, que tanto valor davas a tudo o que tinhas (e tinhas tanto nesse coração enorme) haverias de querer que eu seguisse sorrindo. Porque sorrias sempre.
Não consigo, desculpa.
E agora, enquanto me apetece desistir de tudo, digo-te que te hei-de ver de novo, e como em todos aqueles dias, me hei-de comover contigo outra vez, em cada nova conversa, em cada novo carinho.
Adeus Susana.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
não testemunhado #2
Não te vejo feliz… Sabes que este é um dia para celebrar a alegria do amor?
- Mas Valentim, pois se eu sei exactamente a forma do meu amor. Sei desenhá-la. A forma do cabelo, da cintura e dos pés - sei as feições dela, sei os seus sorrisos, sei o que me diz - e o que gostaria de me dizer (um dia... se ela ao menos conseguisse). Também sei porque gosto dela ou o que vejo nela - e sei como lhe descrever. Até sei porque a vou trair, eventualmente. Eu sinto-a. Mas não a conheço. Então, pergunto-te - e perguntei-lhe:
Valentim virou-me as costas pensativo e demorou-se até à saída. Antes do fim, olhou-me e pareceu-me ouvir: “não sei se estás disponível para amar”.
Depois, não posso afiançar que sucedeu desta forma, mas julgo que o vi subir a Calle Serrano abraçando os sábios gostos e estética de Wong Kar Wai enquanto discutiam cenas de um filme sobre os meus amores. Uma curta.
In The Mood For Love Wong Kar Wai
(cena excluída)
terça-feira, fevereiro 13, 2007
aaah, não fazer nada
Inactividade. Se me apetecer, claro.
Vá, diz lá, baixinho: i-n-a-c-t-i-v-i-d-a-d-e.
Se eu decidir ficar parado o dia todo - ou, vá lá, no máximo, ir beber um café, fumar uns cigarros e terminar o Sándor Márai que me tem mantido distraído - digo-te: que ninguém faça um som; uma cara má; um revirar de olhos; um suspiro de reprovação.
Plena liberdade. É o que sinto por estes dias em Madrid.
Não estar comprometido com nada nem com ninguém.
Só comigo.
Talvez seja por isso que, quase sempre - excepto em certas e especiais ocasiões - faço como te passo a descrever: ensonado, levanto-me devagar, coço a careca, aperto a cara, esfrego os olhos. Não necessariamente por esta ordem.
E acabo por ir.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Uma mosca na parede
Estou há tanto tempo debaixo do chuveiro e não há forma de abrir a água.
Olho para o espelho a dois metros de distância e alegro-me porque estou no ângulo perfeito para me ver.
Para o ver, dentro da forma perfeita de uma barriga que me faz mãe.
Nunca como agora tive tanto orgulho nas minhas formas. Esta é a barriga da minha vida.
Passo a mão em sussurros ondulantes que vão falando baixinho para a minha pele materna. Para a barriga.
Sou uma mulher que, pelo que vejo no espelho, é a mãe perfeita.
Que me asfixia.
Está uma mosca na parede que não se mexe.
A água não vem.
Abraça-me…
- Estou preparado para o que decidires. A minha vontade é viver contigo para sempre. Com vocês. Fazer com que resulte. Não quero impor a minha vontade nesta decisão, mas também não me quero desresponsabilizar. Claro que tenho dúvidas… Mas estou preocupado com o tempo... Temos que decidir rápido...
(Vou pegar neste cinzeiro e vou atirá-lo à tua cara. Quero que morras tu, em vez dele.
Que sabes? Que dizes? Ele é meu, tu não o sentes. Não podes saber.
E não acredito por um segundo que não queiras fugir. Sinto-te cobarde.
Abraça-me!)
Não consigo pensar noutra coisa. Salva-me. O que farias se fosse contigo? Toda a vida contra e agora penso em…
- Conheço-te. Fazes parte de mim, amiga. Não sigas… Tu não estás preparada. Tudo se esquece com o tempo e eu vou estar lá contigo. Não estão preparados, vocês.
(Alguém vai contra alguém atrás dela. Alguma coisa cai e ficam três - talvez quatro - pedaços disformes e sujos. Barulho. Café no chão, na roupa - na pele - e um “desculpe” para o ar. Bem feito! Puta! Como me trais assim?)
O espelho de novo.
As contas. Dinheiro.
A barriga, vista de lado. A mão, em círculos em cima da mãe.
Juntos, temos mais condições que muitos casais alguma vez terão.
- Condições? Cala-te! A minha economia é a da dor… apenas a da dor. Deixa-me em paz a vê-lo...
(Há dias que não penso noutra coisa, apenas nisto, que me consome.
Na rua, no trabalho, vejo que me observam e sabem no que penso, no meu medo. Na minha pouca coragem.
Não valho nada se pensar nas condições. Não é maternal.
O meu leite seria suficiente)
Água em cima da mosca que está na parede, será que a faz voar? Quero ter água nestas mãos em forma de concha. Pena ter mãos mas não ter a água. Esta mosca preta, também o faria?
Desculpa desiludir-te. Tinha que falar contigo, não sei como aconteceu.
Mas o pior não é isso… O pior é agora.
O pior é o que sinto, agora.
Ele não é o homem da minha vida e eu sei-o.
- Faz. Também o fiz na tua idade.
(Uma mãe é um exemplo, um modelo.
A minha é. Era.
Porque me disse? Porque me sinto tão mal por sabê-lo?
Porque o fez?
Um irmão…)
Está uma mosca na parede que não se mexe.
A água não vem. E eu quero limpar-me.
Água finalmente. Água.
O Tiago teria hoje 4 anos.
Eu faria de novo.
Eu. A mosca acabou de voar e eu sou livre. Feliz.
E Domingo digo que sim.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
As cadeiras
Foram trinta e quatro anos de saudade e esforço, naquele país frio e distante que nunca soube compreender nem aceitar o espírito latino do casal. Nunca hão-de lá voltar. Quando chegou o dia do regresso, Marcelo, Nuria e o filho esperaram, nervosos, pela noite, desprenderam-se do chão, e, confiantes, colocaram-se perna ante perna, pesadas barras de metal, a caminho de casa.
Com um orgulho e júbilo desmedidos, Marcelo sabe agora, feliz, onde vai passar o resto dos seus dias. Com a família, no bairro La Latina em Madrid, dando assento a gente alegre como eles.

Madrid, Janeiro 2007
sexta-feira, janeiro 26, 2007
não testemunhado #1
"A árvore caíu e ninguém viu. Fez barulho? Ouvimos o que não testemunhamos?"
Que reflexão limitada. Coisa básica. Fazias melhor se saísses já e descesses as escadas a correr...
Mas depois, estou na aula e não consigo largar a dúvida.
Ouve bem:
O filme a ser projectado para o vazio. O guião é respeitado?
O velho que morreu sozinho na cama. Sofreu?
Finalmente consegui, só que eles não viram. Conta?
O velório da minha morte cheio. Estou feliz por ter tanta gente?
A vida dele eram aquelas moedas e o acordeão.
Ele ri-se comovido, agora que largou tudo. Chora, até. Mas o que foi?

Madrid, Janeiro 2007
É então que escrevo a fórmula do ROE, onde Net Income se divide por Total Equity.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Reconstituição histórica
Quando olho para um mexicano vejo as memórias de espanhóis lutando com incrédulos aztecas, vejo Montezuma contra Cortez, a pólvora antiga contra a seta e a pena. Conheço um chinês e visito aldeias filhas de uma revolução cultural que esvazia - um vazio em honra do líder e da grande nação. Apresentam-me uma libanesa e navego num barco fenício, negociando com os maiores comerciantes da história, em cidades que já não existem. Apresento um russo a uma ucraniana e assustam-me a fome, o frio, a morte que ele sabe que provocou nela. Descrubo Napoleão em cada francês, Gandhi em cada indiano, Nefertiti em cada egípcia, e às vezes, um assustado Abraham Lincoln em cada americano.
E eu, como já não me surpreendo comigo próprio, acerto o despertador para a hora em que nasci de modo a que acordar se transforme também numa reconstituição histórica.
domingo, janeiro 21, 2007
os olhos dos outros
É uma coisa muito física, não comeces já a divagar. Mudar o ângulo de visão do momento, alterar as perspectivas, as luzes, ver-me a mim próprio através de um novo olhar temporário. Olhar roubado. Muito físico.
O exercício termina sempre que, distraído, tento ir além do físico. Porque aí, invariavelmente, coloco os meus pensamentos nos deles. Parece-me que para me substituir nos pensamentos de quem vejo é preciso muito mais elasticidade e treino. E também é preciso conhecer-lhes os passados.
Vou treinar.
Madrid, Janeiro 2007
- I would like to marry you...
What? Look at me! Do I look stupid to you?!
E casaram. Em Madrid.
Longe de tudo.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Afinal não era
Por mais alguns instantes continuo a sorrir.
Damian Marley, Welcome To Jamrock Beautiful (feat. Bobby Brown)
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Há noites em que não consigo decidir se me apetece ler, ver prison break ou voltar a ouvir a Patética. Algumas vezes decido tentar estudar e nada faz sentido. Não o que estou a estudar, claro.
Nessas noites costumo vir visitar-te...
terça-feira, janeiro 09, 2007
Melhoras visíveis
Pode ser o efeito Madrid.
Lembro-me de sinais de crescimento e de progresso económico. Construção.
De mais condições. Sobretudo junto dos jovens e das crianças.
Sim... Tenho memória de melhoras visíveis.
Ou talvez não...

Às vezes gosto de descer as escadas a correr, quando saio de casa.
sábado, janeiro 06, 2007
Só as mulheres sabem zangar-se

«Compreendo intimamente a essência amável das mulheres. As suas coquetteries divertem-me, e nos seus gestos e palavras triviais vislumbro sentimentos profundos. Quem nãos as compreende quando levam uma chávena à boca ou ajeitam a saia não as compreenderá nunca. As suas almas caminham como passinhos pequenos nos saltos altos dos botins delicados, e o seu sorriso é a um tempo: um hábito tolo e um pedaço da História do mundo. São encantadores a sua altivez e o seu entendimento limitado, há neles mais charme do que nas obras dos clássicos. Os seus vícios são muitas vezes as melhores virtudes à face da Terra, e quando se zangam, e quando se enfurecem? Só as mulheres sabem zangar-se.»
Robert Walser, Jakob Von Gunten – Um Diário. Trad. Isabel Castro Silva, Relógio D’Água, Lisboa, p.61.
segunda-feira, outubro 16, 2006
Sim. Acho que sim.
- E pensas em mim?
Pois...
- Namoramos?
Não sei... Não. Tenho de inventar a minha vida verdadeira.
Cai, cada dia que passa, uma pétala desta minha amizade.
Amizade fundamental.
Descubro que, como as flores, as amizades também se despem da sua beleza
e do nosso reconhecimento.
Fica a memória. Bonita e decadente
como um jardim velho
orgulhosamente abandonado.
Fica a tristeza pela inevitabilidade.
Tinha que ser assim.
quinta-feira, outubro 05, 2006
quinta-feira, setembro 14, 2006
quinta-feira, setembro 07, 2006
sexta-feira, setembro 01, 2006
sábado, agosto 26, 2006

Angola é um país do mar, que respira o Atlântico.
As praias são quase sempre lugares espectaculares.
Infelizmente - é uma insistência nacional - a abundância de recursos naturais não tem os resultados que podia ter… Algumas presenças desta costa de sonho são barcos encalhados na areia, animais mortos e a apodrecer, e, claro, muito lixo.
sábado, abril 22, 2006
quarta-feira, abril 19, 2006
terça-feira, abril 11, 2006
sexta-feira, abril 07, 2006

Em Angola, quando saía de Luanda à descoberta da África inviolada, lembrava-me por vezes da minha rua, do prédio onde vivo, do escritório onde trabalho, da televisão que acendo e apago (e acendo e apago, e acendo e apago), do restaurante onde almoço, do cinema onde me abstraio, do café onde me despacho, do carro, da gata, do cacifo, da chávena, do ticket, das chaves. E dos amigos. E dos pais. De todos os elementos da minha magna vida diária.
Mas afinal, a dimensão da minha existência é mínima. Felizmente. Sobrevivo mais um pouco sempre que o descubro.
segunda-feira, março 20, 2006
sexta-feira, março 17, 2006
E a promessa de criar algo rapidamente.
"As duas cidades gémeas não são iguais, porque nada do que acontece em Valdrada é simétrico: para cada face ou gesto, há uma face ou gesto correspondido invertido ponto por ponto no espelho. As duas Valdradas vivem uma para a outra, olhando-se nos olhos continuamente, mas sem se amar."
Italo calvino, "As Cidades Invisíveis"












