os olhos dos outros
Desde pequeno que gosto de me colocar nos olhos dos outros. No autocarro, na rua. Onde seja.
É uma coisa muito física, não comeces já a divagar. Mudar o ângulo de visão do momento, alterar as perspectivas, as luzes, ver-me a mim próprio através de um novo olhar temporário. Olhar roubado. Muito físico.
O exercício termina sempre que, distraído, tento ir além do físico. Porque aí, invariavelmente, coloco os meus pensamentos nos deles. Parece-me que para me substituir nos pensamentos de quem vejo é preciso muito mais elasticidade e treino. E também é preciso conhecer-lhes os passados.
Vou treinar.
É uma coisa muito física, não comeces já a divagar. Mudar o ângulo de visão do momento, alterar as perspectivas, as luzes, ver-me a mim próprio através de um novo olhar temporário. Olhar roubado. Muito físico.
O exercício termina sempre que, distraído, tento ir além do físico. Porque aí, invariavelmente, coloco os meus pensamentos nos deles. Parece-me que para me substituir nos pensamentos de quem vejo é preciso muito mais elasticidade e treino. E também é preciso conhecer-lhes os passados.
Vou treinar.
Madrid, Janeiro 2007
- I would like to marry you...
What? Look at me! Do I look stupid to you?!
E casaram. Em Madrid.
Longe de tudo.

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