terça-feira, fevereiro 13, 2007

aaah, não fazer nada

Nestes dias, tenho que te dizer, sinto plena liberdade para não fazer nada.
Inactividade. Se me apetecer, claro.


Vá, diz lá, baixinho: i-n-a-c-t-i-v-i-d-a-d-e.

Se eu decidir ficar parado o dia todo - ou, vá lá, no máximo, ir beber um café, fumar uns cigarros e terminar o
Sándor Márai que me tem mantido distraído - digo-te: que ninguém faça um som; uma cara má; um revirar de olhos; um suspiro de reprovação.

Plena liberdade. É o que sinto por estes dias em Madrid.
Não estar comprometido com nada nem com ninguém.
Só comigo.

Talvez seja por isso que, quase sempre - excepto em certas e especiais ocasiões - faço como te passo a descrever: ensonado, levanto-me devagar, coço a careca, aperto a cara, esfrego os olhos. Não necessariamente por esta ordem.

E acabo por ir.