Ler o título e depois sentir
Hoje houve outra bomba no Iraque. Pelo menos 55 pessoas morreram.
Fico sempre perplexo quando paro para pensar nisto, o que é, temo confessar, raro: a leveza com que leio cada título sobre novo um atentado.
Iraque. Palestina. Israel. Indonésia. Argélia. 55 mortos. Centenas de feridos graves. Crianças. Idosos. A indiferença. Como túneis a serem inaugurados. Ataques suicidas. O caso da Independente. Milhares de desaparecidos, como eu, como tu, perante o meu desinteresse.
Sofrimento, depois sangue, e depois nada. "Mais um".

“Alguém (onde foi?) dizia precisamente isto: quando explode uma bomba as pessoas antes de morrerem desaparecem.”
Gonçalo M. Tavares, “água, cão, cavalo, cabeça” pág. 46, Editora Caminho
Fico sempre perplexo quando paro para pensar nisto, o que é, temo confessar, raro: a leveza com que leio cada título sobre novo um atentado.
Iraque. Palestina. Israel. Indonésia. Argélia. 55 mortos. Centenas de feridos graves. Crianças. Idosos. A indiferença. Como túneis a serem inaugurados. Ataques suicidas. O caso da Independente. Milhares de desaparecidos, como eu, como tu, perante o meu desinteresse.
Sofrimento, depois sangue, e depois nada. "Mais um".

“Alguém (onde foi?) dizia precisamente isto: quando explode uma bomba as pessoas antes de morrerem desaparecem.”
Gonçalo M. Tavares, “água, cão, cavalo, cabeça” pág. 46, Editora Caminho

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